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Mostrando postagens de fevereiro, 2026
 Escrevo com o coração apertado, misturando revolta, indignação e uma tristeza difícil de explicar. Hoje vi a notícia de que um psicólogo negro tirou a própria vida após sofrer racismo no Carnaval. Um psicólogo negro. Um homem que dedicou sua vida a cuidar da saúde mental de outras pessoas não suportou o peso de uma sociedade que insiste em desumanizar corpos negros. É devastador pensar que, mais de um século após a abolição da escravidão no Brasil, o racismo continue sendo uma força tão cruel e destrutiva. Como se a cor da pele ainda definisse valor, dignidade, humanidade. Como se o sangue, os órgãos, a alma de uma pessoa negra valessem menos. Como disse Elza Soares: “A carne mais barata do mercado é a preta.” Essa frase nunca deixou de ser atual. Essa dor não é distante para mim. Cresci me sentindo privilegiada por ter sido criada com amor pela minha tia e minha avó. E fui, dentro do que era possível. Mas também senti, desde pequena, a indiferença no olhar do meu avô materno. Nun...